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domingo, 29 de julho de 2007

CANOA FURADA

É comum utilizar a expressão canoa furada para ilustrar situação comprometedora ou com final trágico. A despeito de qualquer insucesso, o porto mais almejado é alcançar com êxito os objetivos propostos. Todos querem se sentir seguros e navegar com segurança na realização dos empreendimentos. Todavia, ao se constatar que alguém está remando na direção errada ou se envolveu em ventos tormentosos no mar da vida, ouve-se logo: Você entrou numa canoa furada!

No dia 15 de abril de 1912, saiu para sua viagem de etréia o maior transatlântico de sua época: o famoso Titanic. A sua história foi contada e recontada em jornais, revistas e filmes, cada um à sua versão. Ao navegar em majestoso passeio inaugural entre a Inglaterra e os Estados Unidos da América, com centenas de pessoas a bordo, a sua imponência e aparente segurança era de impressionar. O entusiasmo dos admiradores foi tamanho perante aquela arrojada estrutura, que assim afirmaram: “Este nem Deus afunda!” Grande engano, absurda afronta! Naquela mesma noite, silenciosa e trágica, bateu contra um grande iceberg, que lhe perfurou o casco, naufragando nas águas geladas do atlântico. Morreram 1513 pessoas...

Muitos confiam em si mesmos e em seus esforços. Muitos se esquecem de Deus. Julgam ser capazes de vencer as ondas impetuosas do mar da vida remando sozinhos. Não percebem que estão à deriva em uma canoa furada, que o fim deságua em um grande abismo...

É preciso saber escolher a melhor embarcação. Cumprindo então uma ordem de Deus, Noé construiu a arca, segundo relata o Livro de Gênesis. Através dessa embarcação, aquele patriarca e sua família não sucumbiram nas águas do dilúvio. Engenhosa para o seu tempo, a arca fora construída em madeira, revestida com betume, medindo aproximadamente 166 metros de comprimento, 27 metros de largura e 16 metros de altura. Seguramente não era uma canoa furada. Não pelo seu preparo artesanal ou forma rudimentar de construção. Mas, sobretudo, pela presença e direção de Deus instruindo aquele homem da remota antiguidade. Noé andava com Deus (Gênesis 6.9), e, após embarcar com sua família, o Senhor fechou a arca por fora, preservando-a das águas do dilúvio que “...prevaleceram excessivamente sobre a terra” (Gênesis 7.19).

Uma embarcação bem pequena nos traz uma grande lição: o cesto no qual Moisés fora colocado aos três meses de idade. Temendo que Faraó, rei do Egito, mandasse matar a criança, sua mãe preparou um cesto com betume e o colocou nas águas do rio entre os juncos. A filha de Faraó o encontrou, moveu-se de íntima compaixão ao ver a criança que chorava dentro daquele cestinho. A mãe de Moisés foi chamada e incumbida de ser a ama do próprio filho, passando a receber salário para criá-lo. A criança jamais poderia imaginar os perigos que corria dentro daquela frágil embarcação no caudaloso rio. No entanto, o cuidado de Deus preservou com vida aquele que mais tarde foi instrumento para libertar os filhos de Israel da escravidão no Egito, conduzindo-os à terra de Canaã, prometida por Deus aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó.

Afinal, o ser humano é um solitário marujo na frágil embarcação da existência, navegando no oceano das ondas incertas do nosso tempo. Nessa audaciosa circunavegação, não importa o tamanho da nau e nem o material empregado em sua construção, o que faz a diferença é o sobrenatural de Deus, qual magnetismo da bússola que aponta sempre para o norte. E para navegar em segurança, é indispensável a salvação em Jesus Cristo, o hábil timoneiro, a comunhão com Deus, o fiel comandante, tanto na calmaria quanto na tempestade, e ainda, a direção do Espírito Santo, a suave brisa da paz e da confiança. Desse modo, com Cristo no barco ninguém entra em canoa furada.
                                                                                                  Adiel Teófilo