Defesa do Evangelho busca a prática sincera dos verdadeiros ensinos do SENHOR JESUS CRISTO. “...Sabendo que fui posto para defesa do evangelho. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda” (Filipenses 1.17-18). Participe dessa Defesa! Deixe o seu comentário ao final do artigo ou escreva para o nosso email: adielteofilo@ig.com.br

segunda-feira, 29 de junho de 2015

A Suprema Corte neste país [EUA] promulgou seu julgamento. As manchetes informam que um pouco mais da metade dos juízes da Suprema Corte consideram a liberdade de orientação sexual, um direito para todos os americanos. Esta troca de valores não aparece como uma surpresa para nós. Já sabemos que o deus deste século cega as mentes daqueles que não acreditam (2 Cor. 4:4). O dia 26 de junho de 2015 fica como um marco americano de demonstração desta antiga realidade.
Nos próximos dias, irão esperar de você, como um pastor, que forneça comentários sensatos e conforto para o seu rebanho. Este é um momento crítico para os pastores, e surge como um lembrete de que uma formação adequada é crucial para um pastor. Estou escrevendo esta mensagem curta como de um pastor para outro. Os meios de comunicação estão cheios de atualizações, e eu não preciso juntar a minha voz nessa briga. Em vez disso, eu quero ajudá-lo a pastorear sua igreja nesse momento confuso. Além dos artigos úteis no blog Preaching and Preachers, eu também quero transmitir os pensamentos abaixo que, creio eu, vão ajudar a enquadrar a questão de uma maneira bíblica.
1 – Nenhum tribunal humano tem a autoridade de redefinir o casamento, e o veredicto de ontem não muda a realidade do casamento que foi ordenado por Deus. Deus não foi derrotado nesta decisão, e todos os casamentos serão julgados de acordo com fundamentos bíblicos no Ultimo Dia. Nada irá prevalecer contra Ele (Provérbios 21:30) e nada vai impedir o avanço de Seu Reino (Dan 4:35).
2 – A Palavra de Deus pronunciou seu julgamento sobre toda nação que redefiniu o mal como o bem, a escuridão como a luz, e o amargo como o doce (Isaías 5:20). Como uma nação, os EUA continuam a colocar-se na mira do julgamento. Como proclamador da verdade, você é responsável por nunca comprometer estas questões. De todas as maneiras, você deve se manter firme.
3 – Esta decisão prova que estamos claramente em minoria, e que somos um povo separado (1 Pedro 2: 9-11; Tito 2:14). Como escrevi no livro “Why Government Can’t Save You”, as normas que moldaram a cultura ocidental e a sociedade americana deram lugar ao ateísmo prático e ao relativismo moral. Esta decisão simplesmente acelerou a taxa de declínio dos mesmos. A moralidade de um país nunca vai ser mais alta que a moralidade de seus cidadãos, e sabemos que a maioria dos americanos não têm uma cosmovisão bíblica.

4 – A liberdade religiosa não é prometida na Bíblia. Na América, a Igreja de Jesus Cristo tem desfrutado de uma liberdade sem precedentes. Isso está mudando, e a nova norma pode, na verdade, incluir a perseguição (o que será algo novo para nós). Nunca houve um momento mais importante para homens talentosos ajudarem a liderar a igreja ao lidar, de forma competente, com a espada do Espírito (Efésios 6:17).
5 – O casamento não é o campo de batalha final, e os nossos inimigos não são os homens e mulheres que procuram destruí-lo (2 Coríntios 10:4). O campo de batalha é o Evangelho. Tenha cuidado para não substituir a paciência, o amor e a oração por amargura, ódio, e política. A medida que você guiar cuidadosamente seu rebanho afastando-o das armadilhas perigosas que aparecem à frente, lembre-os do imenso poder do perdão por meio da cruz de Cristo.
6 – Romanos 1 identifica claramente a evidência da ira de Deus sobre uma nação: a imoralidade sexual seguida da imoralidade homossexual culminando em uma disposição mental reprovável. Esta etapa mais recente nos lembra que a ira de Deus veio na íntegra. Vemos agora mentes reprováveis em todos os níveis de liderança – no Supremo Tribunal Federal, na Presidência, nos gabinetes, na legislatura, na imprensa e cultura. Se o diagnóstico da nossa sociedade está de acordo com Romanos 1, então, também devemos seguir a receita encontrada em Romanos 1 – não devemos nos envergonhar do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação! Neste dia, é nosso dever divino fortalecer a igreja, as famílias, e testemunhar o evangelho ao tirar os absurdos pragmáticos que distraem a igreja de sua missão ordenada por Deus. Homossexuais (como todos os outros pecadores) necessitam ser avisados do juízo eterno iminente e precisam ter o perdão, a graça e a nova vida, amorosamente oferecidos através do arrependimento e da fé no Senhor Jesus Cristo.

Em última análise, a maior contribuição ao seu povo será a de mostrar paciência e uma confiança inabalável na soberania de Deus, no Senhorio de Jesus Cristo, e na autoridade das Escrituras. Mire seus olhos no Salvador, e lembre-os de que quando Ele voltar, tudo será corrigido.

Estamos orando para que você proclame firmemente a verdade, e que se posicione de maneira inabalável em Cristo.
Autor: John MacArthur
Fonte: 
The Master's Seminary 
Tradução: Olhai e Vivei
 ***

Fonte: Bereianos.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

A IGREJA DENTRO DA LEI - Proteção aos Locais de Culto

Por Adiel Teófilo.


A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada no dia 5 de outubro de 1988, no art. 5º, inc. VI, assegura o direito fundamental do livre exercício dos cultos religiosos em todo o território nacional. Garante ainda, nesse mesmo inciso, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias, conforme regras a serem especificadas em lei. No entanto, até a presente data, não foi editada nenhuma lei regulamentando a forma e os mecanismos de garantir essa proteção. Consultando as proposições legislativas em tramitação na Câmara dos Deputados, constata-se que já foram apresentados nove projetos de lei sobre o assunto, porém todos eles, nesta data, encontram-se arquivados.

Apesar dessa lacuna pela falta de uma lei que regulamenta a proteção aos locais de culto, existem outros dispositivos na legislação que tutelam valores com relevância jurídica, os quais estão diretamente relacionados com a crença e a liberdade de culto em nosso país. É bem verdade que uma lei específica sobre a matéria possibilitaria maior eficácia no emprego dos meios de proteção, contudo, a inexistência dessa lei não pode se constituir em obstáculo ao pleno exercício da liberdade religiosa, por se tratar de um direito individual e coletivo assegurado pela Constituição Federal.

Nesse sentido, constam do Código Penal – Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940, alguns mecanismos importantes, que oferecem proteção da liberdade de convicção e do sentimento religioso. O art. 140 define o crime de injúria, que é a ação de ofender a dignidade ou o decoro de alguém, por meio de uma manifestação de desprezo ou de desrespeito capaz de ofender a honra da pessoa. O exemplo mais comum são os xingamentos com palavras de baixo calão. A pena cominada é de detenção de um a seis meses ou multa. No entanto, caso o ofensor ao praticar a injúria se utiliza de elementos referentes à religião do ofendido, o delito em razão disso torna-se em injúria qualificada ou preconceituosa, situação em que a reprimenda é mais severa, com pena de reclusão de um a três anos e multa.

O art. 149, do Código Penal, tipifica o crime de redução a condição análoga à de escravo. Isso se dá nas situações em que alguém é submetido a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, ou a condições degradantes de trabalho, ou ainda a sua locomoção é restringida, por qualquer meio, em razão de dívida que contraiu com o empregador ou seu preposto durante o trabalho. A pena é de reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena correspondente à violência. Esse crime se torna também qualificado, quando é praticado por motivo de preconceito contra a religião da vítima, hipótese em que a pena é aumentada de metade, ou seja, a reclusão passa a ser de três a doze anos.

O art. 208, do Código Penal, estabelece o crime de ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo. A finalidade desse dispositivo legal é proteger o sentimento religioso, e também, secundariamente, a liberdade de culto e de crença assegurada pelo art. 5º, inc. VI, da Constituição Federal. Estão previstas no texto do artigo 208 do Código Penal três condutas típicas distintas, as quais configuram o crime acima citado, conforme detalhamento a seguir:

1) Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa (art. 208, parte “a”, do Código Penal): escarnecer é o ato de zombar de alguém; para configurar o crime, o escárnio precisa ser praticado publicamente, de modo que se a conduta for realizada particularmente e sem que o fato chegue ao conhecimento das pessoas, não estará caracterizado o delito; além disso, a zombaria deve ser praticada por motivo de crença ou de função religiosa da vítima. Exemplo disso temos a zombaria pública de alguém por ser um cristão ou ainda por ser um pastor evangélico.

2) impedir ou perturbar cerimonia ou prática de culto religioso (art. 208, parte “b”, do Código Penal): impedir é a atitude capaz de impossibilitar a realização, e perturbar é a ação que dificulta o desenvolvimento normal de um ato religioso; essas duas formas de ofensa podem ocorrer contra cerimônia religiosa, que é a celebração solene de um evento religioso, como um culto público que reúne várias pessoas, ou ainda contra prática de culto religioso, que é a atividade realizada de forma não solene, a exemplo de um evangelismo efetuado informalmente.

3) vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso (art. 208, parte “c”, do Código Penal): vilipendiar é a ação de aviltar, menosprezar, ultrajar; esse ato precisa ser realizado publicamente para configurar crime, e não de modo particular, reservado; o ultraje pode ser perpetrado em relação a ato de culto religioso, como um batismo ou uma celebração da Ceia do Senhor Jesus, bem como em relação a objeto de culto, a exemplo da Bíblia Sagrada. Portanto, aquele que queima publicamente ou pratica qualquer outra forma de ultraje contra a Bíblia Sagrada, objeto utilizado pelos evangélicos no culto, incorre no crime em pauta.

Nessas três hipóteses acima, a pena prevista é de detenção, de um mês a um ano, ou multa. Se ocorrer o emprego de violência em qualquer dessas hipóteses, a pena será aumentada de um terço, e será aplicada ainda a pena correspondente à violência empregada contra a vítima.

Diante dessas disposições inseridas no Código Penal, constata-se que as pessoas podem invocar a proteção do Estado, através das Instituições Policiais e do Poder Judiciário, a fim de garantir a plena liberdade de crença e de prática religiosa. A iniciativa de buscar a tutela do Poder Público pode ser tanto individual quanto coletiva, caso a ofensa ou agressão seja perpetrada contra alguém individualmente ou em face de um grupo religioso, situação em que o Pastor ou Dirigente poderá atuar representante a coletividade dos membros que foi atingida.

O ideal seria que nenhum cristão ou igreja em nosso país precisasse pleitear a tutela do Estado para assegurar o direito à liberdade religiosa e a proteção aos cultos. Entretanto, os dias são trabalhosos e podem surgir situações em que não resta alternativa senão provocar a ação da autoridade. Portanto, convém lembrar que as autoridades são constituídas mediante a permissão de Deus, atuando como ministros do próprio Senhor, para castigar aqueles que praticam o mal (Romanos 13). Melhor não precisar da proteção da lei, mas se for necessário busca-la, é direito seu e da igreja!

sábado, 30 de maio de 2015

O EVANGELHO DE SATANÁS

Por Fernando Carvalho.

Ele está por todos os lados, sendo domingo após domingo pregado e reverenciado por muitos. Ele é atrativo, estremece a carne, emociona o coração e deixa a mente em êxtase! Faz o homem se sentir poderoso, faz pastores arruinarem a fé de vários (inclusive a própria). Faz nascer desastrados ministérios que desonram e blasfemam do evangelho de Jesus Cristo, arrastando multidões de iludidos. Faz o movimento gospel faturar milhões de reais para honra, glória e poder dos ventres insaciáveis dos magnatas de púlpitos.

Sim esse é o evangelho de Satanás, um legado que seduziu o homem no Éden e quis seduzir a Cristo no deserto. Ele busca colocar no centro dessa maldita mensagem a satisfação própria dos que são enganados por ele. Me basearei no texto da tentação de Mateus capitulo 4 para descrever as ações dessa mentirosa mensagem proferida em alta voz hoje, no movimento evangélico mundial.

Primeiro ponto:  Unicamente Satisfazer as necessidades individuais.

"Se tu és filho de Deus mande que essas pedras se transformem em pães".
Mateus 4:3

A mensagem central desse falso evangelho e impulsionar as pessoas a buscá-lO para satisfazer unicamente a própria necessidade e de maneira apressada desobedecer a vontade de Deus, uma vez que se Jesus tivesse atendido essa proposta baseada em uma nescessidade de primeira ordem (fome), teria contrariado a ordem da missão do Pai, e seria um rebelde. Lógico que Jesus não faria isso jamais, porém é o que mais vemos dentro das igrejas: pessoas decretando por serem "filhos de Deus" uma enxurrada de vontades próprias como motivo de buscar a face de Deus, se rebelando contra a vontade do Senhor.

Segundo ponto: Usar textos isolados e distorcidos, tendo a pretensão de achar que Deus é obrigado a agir segundo os meus impulsos.

“Se és o Filho de Deus, joga-te daqui para baixo. Pois está escrito: Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra”.
Mateus 4:6

Faz-se preciso esclarecer algo a respeito desse versículo. Satanás tem agido nas pregações e orações da igreja, quando a palavra de Deus é citada para um fim próprio de quem ora, ou prega, mas na verdade é distorcida para essa finalidade e ainda por cima revela um coração arrogante e presunçoso. Deus jamais nos ensinou a reivindicar a sua autoridade, mas sim, pedirmos humildemente a Sua vontade (Seja feita a sua vontade assim na terra, como no céu - Mateus 6:10).

O versículo é distorcido por que o salmo 91, diz que essa guarda de Deus aconteceria em toda a caminhada de Cristo no propósito da missão e jamais tentando os poderes de Deus, quando jogar-se do penhasco não estavam nos decretos do Senhor. Na verdade Satanás queria que Jesus se revelasse o Cristo antes do Tempo e assim não haveria cruz para remissão dos pecados. Hoje o que vemos são pessoas interessadas em suas próprias vontades, querendo fundar ministérios particulares longe da vontade de Deus porém dentro da própria vontade, provando de uma glorificação corruptível.

Terceiro ponto: A adoração que promove a conquista.

“Depois, o Diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor e lhe disse: Tudo isto te darei, se te prostrares e me adorares”.
Mateus 4: 8,9

Esse é o ponto mais contundente do evangelho satânico. A adoração que promoverá as “bênçãos", conquistas, prestígios, sucesso e domínio. Essa foi a frase usada pelo Diabo queridos leitores. É a frase do momento na boca do movimento evangélico brasileiro. Buscar uma excelência de reinado que não foi ensinado pelo Senhor. Na verdade o Senhor em seu ministério foi SERVO e acredito não precisar biblicamente provar essa afirmação.

As adorações por interesse daquilo que Deus pode fazer, na verdade é a FALSA promessa do que o Diabo ofereceu a Cristo! Se ensina que você deve ser fiel na adoração financeira, assim Deus lhe abençoará transbordando os celeiros com carros, casas, casamento, empregos, poder. Não, caros leitores! Isso não é promessa bíblica para a igreja. Geralmente essa falsa promessa é avalizada com textos do antigo testamento levando em conta a prosperidade de Israel. Irmãos a consequência do Israel próspero financeiramente é um Israel desgraçado espiritualmente, onde é o caso das pessoas que querem adquirir os reinos deste mundo!

O Evangelho de Satanás tem sido utilizado por falsos profetas a fim de gerar impérios, promovendo falsas promessas no tempo presente, gerando bodes rebeldes e indiferentes à vontade do Senhor. As Igrejas viraram programas de auditórios, com palestrantes usados por Satanás, a prometerem conforto, vitória, prosperidade e isso tudo nos Reinos deste Mundo.
Fujam dessa farsa! O Senhor Jesus é quem porta as fiéis bênçãos para igreja, baseada em uma glória incorruptível, reservada aos eleitos santos no Senhor. Desfrutaremos de uma riqueza que nem temos ideia do que seja, para que o homem em sua presunção, não pudesse tentar imitá-la em suas falsas deduções.

Sim, ao único e sábio Deus seja dada Glória, por intermédio de Jesus Cristo, para todo o sempre. Amém! (Romanos 16:27)

Fonte: Electus 

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