Defesa do Evangelho busca a prática sincera dos verdadeiros ensinos do SENHOR JESUS CRISTO. “...Sabendo que fui posto para defesa do evangelho. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda” (Filipenses 1.17-18). Participe dessa Defesa! Deixe o seu comentário ao final do artigo ou escreva para o nosso email: adielteofilo7@gmail.com

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A IDENTIDADE DO CRISTÃO

Quais são as características que identificam o verdadeiro cristão?

Os sociólogos afirmam que a identidade de um povo está na sua cultura. Por outro lado, a identidade cristã não reside simplesmente nas manifestações litúrgicas ramificadas do cristianismo. Certamente, outras características devem distinguir o verdadeiro cristão daqueles que são apenas religiosos, que honram o Senhor com os lábios, mas o coração está longe d’Ele (Marcos 7.6). Diante disso, é necessário compreender o real sentido da identificação cristã, voltando-se para os preceitos bíblicos que apontam para a plena conversão a Cristo, "porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo" (I Tessalonicenses 5.9).
 
Para muitos adeptos da teologia da prosperidade, o cristão se caracteriza pela riqueza material que conquista. O sucesso financeiro se constitui no principal testemunho de que alcançaram a salvação em Cristo e que de fato são abençoados como filhos de Deus. Nessa visão simplória e materialista, o sublime propósito do cristianismo é ofuscado pela ambição de alcançar bens terrenos, como bem demonstram os jargões que eles utilizam: “conquistei e quero conquistar mais ainda”. Que pena! Ser próspero é bom, mas não é tudo! Porque “se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (I Coríntios 15.19).
 
A riqueza não é sinal da salvação nem penhor da vida eterna. Caso contrário, o próprio Senhor Jesus teria nos incentivado a lutar por ela e jamais abrir mão de qualquer fortuna, sabendo que desfrutaríamos dela também na eternidade. Não teria dito ao jovem rico: “se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu" (Mateus 19.24), nem teria se alegrado quando Zaqueu disse que daria metade dos seus bens aos pobres e restituiria quadruplicado se tivesse defraudado alguém (Lucas 19.8-9). Não teria também sentenciado contra a soberba dos ricos deste mundo dizendo: “é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus" (Lucas 18.25). De resto, a verdade é que “nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele” (I Timóteo 6.7). Portanto, prosperidade não é suficiente para identificar alguém como salvo em Cristo.
 
A realização de sinais seria marca inconfundível do verdadeiro cristão? Todo aquele que realiza prodígios em nome de Cristo é filho de Deus? Certamente que não! “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24.24). Observe que alguns enganadores são capazes de arrebanhar multidões e despertar nelas a obediência incondicional, mesmo suprimindo a Verdade do Evangelho. Os seus seguidores ficam deslumbrados com manifestações sobrenaturais e não observam os frutos que os tais produzem, pois são “desordenados, faladores, vãos e enganadores, aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância; (...) confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra" (Tito 1.10, 11 e 16).
 
Muitos que profetizam, expulsam demônios e fazem maravilhas em nome de Jesus, dentre outros ativistas religiosos, farão conta de suas obras no dia do juízo. Usarão desses e outros feitos extraordinários para reivindicar a vida eterna com Deus, como se fosse direito pessoal conquistado pelas obras. Contudo, o próprio Senhor lhes dirá abertamente: “nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7.23).  Isto é, cometem perversidade, maldade e injustiça, práticas que estão se multiplicando nesse tempo do fim, fazendo esfriar o amor entre as pessoas (Mateus 24.12).
 
Esses profetas, operadores de milagres e maravilhas, podem até ser usados por Deus, assim como a jumenta que falou com Balaão (Número 22.28), bem como os corvos que levaram pão e carne pela manhã e à noite para Elias junto ao ribeiro (I Reis 17.6). Entretanto, receberão a sentença de condenação porque são perversos de coração, maldosos nas suas ações e injustos para com o próximo. Desse modo, não basta dizer que é de Cristo ou realizar grandes feitos em Seu Nome perante multidão de fiéis. Para ser cidadão celestial é necessário submeter os interesses pessoais à soberana vontade de Deus (Mateus 7.21).
 
Existe então algum sinal que identifica alguém com Cristo? Sim, o novo nascimento! Aliás, não se constitui mero sinal, mas condição sem a qual ninguém terá acesso a morada de Deus. O Senhor Jesus disse a Nicodemos, príncipe dos judeus: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3.3). E outra vez lhe advertiu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.5-6). Logo, é preciso ser de novo gerado, não da semente humana corruptível, mas da espiritual incorruptível, pelo poder regenerador da Palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre (I Pedro 1.23).
 
Assim sendo, nascer da água e do Espírito é imergir a natureza pecaminosa no batismo do arrependimento, para emergir das entranhas do Espírito um novo ser espiritual. É ser nascido de Deus e capacitado para vencer o pecado e as concupiscências do mundo, pois “qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus” (I João 3.9). Com efeito, "porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo" (I João 5.4).
 
Interessante notar que esse novo nascimento se opera no plano espiritual, entretanto produz mudanças profundas na experiência humana. Os seus efeitos são claramente perceptíveis na conduta e no caráter do cristão, que passa a ter a mente de Cristo (I Coríntios 2.16) e a produzir “o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gálatas 5.22). Porque “pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7.20) "e os que são de Cristo crucificaram a carne com as paixões e concupiscências" (Gálatas 5.24). Eis a essência da natureza cristã!  Você possui essa identidade com o Senhor Jesus Cristo?
Adiel Teófilo