Defesa do Evangelho busca a prática sincera dos verdadeiros ensinos do SENHOR JESUS CRISTO. “...Sabendo que fui posto para defesa do evangelho. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda” (Filipenses 1.17-18). Participe dessa Defesa! Deixe o seu comentário ao final do artigo ou escreva para o nosso email: adielteofilo7@gmail.com

quarta-feira, 30 de maio de 2012

OS SEGUIDORES DE CRISTO

Quais são os motivos que levam as pessoas seguirem a Cristo?

As pessoas seguem ao Senhor Jesus por diferentes motivações, muito embora seja necessária renúncia para segui-lO. Esse esforço de desapego ficou bem claro no convite que Jesus Cristo formulou: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lucas 9.23). A prática do cristianismo tem demonstrado, entretanto, que nem todos estão dispostos a abrir mão dos seus interesses pessoais para seguir os passos do Mestre. Apesar do esforço na caminhada, o real motivo acaba aparecendo, revelando assim que tipo de seguidor está caminhando após Cristo. Observe alguns exemplos extraídos das Escrituras e analise em qual deles você se amolda.
 
Certa vez os discípulos Tiago e João perguntaram: “Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?” (Lucas 9.54). Revelaram dessa forma o desejo de destruição do próximo, mas Jesus os repreendeu: “Vós não sabeis de que espírito sóis, porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las” (Lucas 9.55-56).  Desse mesmo modo tem ocorrido em nossos dias. Há quem pensa que segue a Cristo, porém diante das divergências e conflitos do cotidiano deseja e pede a morte do seu semelhante. Esse espírito certamente não procede de Deus, nem se submete à vontade de Jesus. Diante disso, que espírito tem influenciado suas atitudes?

Noutra ocasião, Jesus andava pelo caminho, quando se aproximou um escriba e disse: “Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores” (Mateus 8.19). Apesar dessa aparente disposição, o interesse era bem outro, pois Cristo assim lhe respondeu: “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8.20). Em outra oportunidade, uma multidão foi até a Cidade de Cafarnaum à procura de Jesus. E o que dEle ouviram? “Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará”  (João 6.26-27). São assim os materialistas da atualidade, que praticam um cristianismo de caça-bênção. Desejam acompanhar o Senhor, a fim de suprir tão somente as necessidades temporais. No entanto, “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (I Coríntios 15.19). Desse modo, onde está firmada a sua esperança?

Jesus convidou alguém para segui-lO, que assim respondeu: “permita-me ir primeiro sepultar meu pai” (Lucas 9.59). Ora, se o pai desse convidado estivesse morto, certamente não estaria ali ouvindo os ensinos de Jesus Cristo, mas acompanhando o velório ou o sepultamento. O que ele pediu foi para adiar o convite, porque tinha como prioridade cuidar do seu genitor até o fim dos dias e atender depois aquele chamado. O Senhor insistiu: “Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos, porém tu vai e anuncia o Reino de Deus” (Lucas 9.60). Sabe-se que é impossível ao morto sepultar alguém, logo, Jesus estava se referindo ao fato de que é mais importante cuidar da vida espiritual, porquanto não faltarão espiritualmente mortos para sepultar os falecidos no corpo. Atualmente muitos estão protelando o convite de Jesus com planos pessoais, almejando alcançar primeiro grau escolar, profissão, casamento ou posição social. Não se dão conta de que amanhã poderá ser tarde demais...

Outra pessoa disse: “Seguir-te-ei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa (Lucas 9.61). As despedidas de outrora não eram simples abraços e apertos de mão, mas envolviam festejos prolongados. Dessa feita, o seguidor até queria acompanhar Jesus, todavia o apego a esta vida o fazia pensar nos prazeres com a família e amigos, deixando-o dividido entre a jornada da fé e os festejos da despedida. “Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus” (Lucas 9.62) Quem já manuseou arado puxado por animais, tal como nos tempos bíblicos, sabe muito bem que é necessário olhar em frente para não desviar a direção. Desse mesmo modo, devemos mirar sempre o Reino de Deus e não seguir a Cristo olhando para os atrativos desse mundo. Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lucas 17.32).

“E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir”. E disse-lhes: curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus” (Lucas 10.1-9). Esses seguidores atenderam diligentemente o chamado e voltaram com alegria dizendo: “Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (Lucas 10.17). E Jesus lhes assegurou: Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus” (Lucas 10.20). Portanto, aquele que atende bem e fielmente o chamado do Senhor Jesus receberá a vida eterna com Deus.

Diante desses exemplos, qual deles se ajusta melhor ao seu caso. O espírito que lhe impulsiona é desconhecido? O seu cristianismo é de estilo materialista? O Reino de Deus está em primeiro lugar ou existem outras prioridades? Os prazeres mundanos ainda fazem divisão entre a caminhada espiritual e a satisfação das concupiscências da carne?  Ou será, enfim, que anuncia por todos os lugares que é chegado o Reino de Deus? O convite é do Senhor Jesus, mas a decisão de segui-lO é sua!
                                                                                                         Adiel Teófilo