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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CRISTIANISMO DA FICHA LIMPA

Por Adiel Teófilo.

A sociedade já se cansou da péssima conduta de muitos políticos em nosso país. Isso porque já demonstraram repetidas vezes que não têm o menor escrúpulo. Eles se apresentam durante as campanhas eleitorais como políticos bem intencionados, dispostos a resolver os problemas da sociedade. No entanto, depois de eleitos, envolvem-se em toda espécie de corrupção e desvio de dinheiro público. E mesmo condenados pelo Poder Judiciário pela prática desses crimes, tentam manter-se nos cargos, a fim de perpetuar a fonte do enriquecimento ilícito.
 
Por causa de políticos dessa laia é que foi aprovada a Lei Complementar nº 135, de 4 de junho de 2010, conhecida como “Lei da Ficha Limpa”. Essa Lei de iniciativa popular estabeleceu hipóteses em que as pessoas tornam-se inelegíveis, tais como em face da condenação pelos crimes contra a economia popular, a fé pública, a administração e o patrimônio públicos, o sistema financeiro, a lavagem ou ocultação de bens, dentre outros crimes. Desse modo, o condenado por qualquer desses delitos fica impedido de concorrer a cargo público eletivo, desde a condenação até o transcurso do prazo de oito anos após o cumprimento da pena. A finalidade dessa restrição é proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato.
 
Por outro lado, o povo evangélico também já se cansou dos maus obreiros, principalmente de alguns que atuam na política, em razão de conduta incompatível com o ministério religioso que exercem. E a Palavra de Deus nos adverte: “Guardai-vos dos cães (pessoa de caráter vil), guardai-vos dos maus obreiros” (Filipenses 3.2). Eles se apresentam nos púlpitos com aparência de crente humilde, voltado para os interesses do Reino de Deus. Contudo, no desempenho do mandato político ou de função na administração pública, envolvem-se com a corrupção e com fraudes, agindo igualmente ou até mesmo pior que os infiéis.
 
Apesar disso e dos escândalos que causam ao Evangelho, continuam exercendo cargos na direção de igrejas, tornando-se o anti-modelo do cristianismo da ficha suja. E não faltam maus exemplos: políticos condenados por fraude em licitação, corrupção, formação de quadrilha, que continuam “pastoreando” o rebanho do Senhor, apoiados por líderes omissos e coniventes com a sujeira alheia. A maioria dos fiéis nada diz sobre isso publicamente, mas no íntimo, com toda certeza, deseja que o escandalizador se retire da liderança e conceda oportunidade aos verdadeiros homens de Deus, para o bem geral da Obra do Senhor. No entanto, infelizmente, há situações que somente na ceifa ocorrerá a separação entre o trigo e o joio: “Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 13.41-42).
 
Ora, o verdadeiro cristão, seja membro ou dirigente, embora sujeito a cometer erros e fracassos como qualquer outra pessoa, deve se esforçar para ter uma conduta exemplar perante a sociedade. A Bíblia Sagrada é a “Lei da Ficha Limpa do Cristão” e está repleta de recomendações mostrando que o seguidor de Cristo precisa se afastar do pecado e da injustiça, porque “o Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade” (II Timóteo 2.19). “E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho” (Mateus 19.18).
 
A prática dessas e de outras importantes orientações Bíblicas conduz ao autêntico cristianismo, cujo fruto se revela no comportamento social irrepreensível, “não dando nós escândalo em coisa alguma” (II Coríntios 6.3). É possível alcançá-lo, quando ocorre na vida pessoal a completa separação entre a justiça de Deus e a injustiça do mundo, entre a luz de Cristo e as trevas do pecado, de modo a não permitir que o templo do Senhor, que é o cristão, tenha qualquer ligação com a idolatria da corrupção mundana. “Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, e eu vos receberei” (II Coríntios 6.17).
 
O Senhor Jesus nos diz mais, como está registrado nas Escrituras: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5.16). Portanto, não pode ser diferente a conduta daqueles que desempenham a liderança cristã, pois quem exerce o episcopado precisa ser “irrepreensível, honesto, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não avarento; ... convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo” (I Timóteo 3.1-7). Enfim, precisa ter a ficha pessoal asseada, sem qualquer acusação, “servindo de exemplo ao rebanho” (I Pedro 5.3), “para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador” (Tito 2.10). Esse é o Cristianismo da Ficha Limpa! O mais é mera enganação!