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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

TERRORISMO POLÍTICO-RELIGIOSO

O uso do medo no meio evangélico como forma de angariar votos em campanha eleitoral.      

O terrorismo é a forma de coagir as pessoas e de impor sobre elas determinada vontade, mediante o emprego sistemático do terror. É lamentável a constatação de que, durante o período das campanhas eleitorais, essa prática repugnante invade o meio evangélico, com o evidente propósito de cooptar votos do rebanho para candidatos aliançados com os líderes ou que atendam aos seus interesses pessoais.

       O medo é a arma utilizada para influenciar as pessoas, através do repetido e falso argumento de que “estão propondo leis contra as igrejas”, “querem aprovar leis que vão prejudicar o funcionamento das igrejas”. Ora, nada nesta terra foi capaz e nem poderá impedir a marcha do Reino de Deus, enquanto a Igreja aqui permanecer. O próprio Senhor Jesus Cristo foi quem declarou: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;" (Mateus 16.18). E assim, se a Igreja não deve temer o próprio inferno com todo o seu poderio diabólico, deve temer agora o poder legislativo? Deve temer as portas de uma casa parlamentar? Francamente! Fazer terrorismo no meio do rebanho é a atitude mais hipócrita de quem deveria viver o que prega! É uma grande omissão de quem deveria proteger as ovelhas dos lobos movidos pela sórdida ganância na caçada aos votos.

         Além do mais, a aprovação de leis dessa natureza constituiria atentado ao Estado Democrático. Tais leis afetariam todas as religiões em nosso país, não apenas os evangélicos. A Constituição Federal estabelece a seguinte garantia: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;” (artigo 5º, inciso VI). Prescreve ainda a seguinte proibição: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;” (artigo 19, inciso I). Como se vê, não se pode impedir ou criar embaraços ao funcionamento das igrejas, nem manter com elas aliança. Deve existir separação entre Estado e as igrejas.

         O que causa maior estrago ao Reino de Deus não são as leis e sim os escândalos protagonizados por parlamentares eleitos como evangélicos. Eles deveriam ser a luz da honestidade em meio às trevas da corrupção que assola o meio político no país: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5.16). Infelizmente, muitos representantes dos evangélicos não têm brilhado nesses últimos dias de tempos trabalhosos. Pelo contrário, desonraram e envergonharam o nome de cristão: envolvimento em corrupção e crimes, recebimento de propina, cassações, renúncias para fugir da cassação e até oração da propina, afrontando a santidade de Deus. Que frutos, hein!?

        A missão mais sublime da Igreja é anunciar o Evangelho a todos os povos e ensinar-lhes a guardar tudo quanto o Senhor Jesus tem ordenado. Não é de sua incumbência escolher representantes políticos, nem angariar votos, e nem apoiar candidatos a cargos políticos. O seu dever é de instruir o rebanho em toda a Verdade contida nas Escrituras, orando ao Senhor para que todos sejam transformados pelo poder da Palavra de Deus. É o que nos exorta a Bíblia Sagrada: “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”. (I Timóteo 2.1-4). Enfim, orar, sem cessar e sempre! Aterrorizar, jamais!

                                                                                                Adiel Teófilo